Karina Gama, produtora do filme "Dark Horse" sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou se sentir pressionada a fazer uma delação premiada, mas declarou não ter quaisquer informações para incriminar alguém. Em entrevista à CNN Brasil, ela negou irregularidades e afirmou que os contratos fechados pela produtora são protegidos por cláusulas de sigilo e confidencialidade.
Karina Gama foi um dos alvos da Operação Make Up, da Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A operação investiga o desvio de emendas parlamentares para a obra. Dino também autorizou nesta semana a quebra do sigilo fiscal da empresária e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), do qual ela é dona.
O Instituto Conhecer Brasil detém um contrato de R$ 157 milhões relacionado ao filme. A quebra de sigilo foi autorizada por Dino após a Justiça de São Paulo ter negado o pedido, e o ministro também ordenou que a polícia entregue os celulares apreendidos.




