O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou o Chega de ajudar o Governo ao apresentar projetos de lei para reduzir o IVA dos combustíveis de 23% para 13% e aplicar IVA zero aos bens alimentares essenciais, que apenas terão efeitos em janeiro. Em conferência de imprensa na sede nacional do PS, em Lisboa, Eurico Brilhante Dias defendeu que os portugueses não aguentam até janeiro e precisam de ajuda imediata nos combustíveis e no cabaz alimentar.
O PS e o Chega têm trocado acusações sobre quem tem apresentado as iniciativas preponderantes para reduzir temporariamente o IVA. Eurico Brilhante Dias devolveru ao presidente do Chega, André Ventura, a acusação de faltar à verdade, argumentando que os projetos de lei não têm impacto na vida das pessoas até 2027 devido à norma-travão da Constituição, que impede os partidos da oposição de diminuir receitas ou aumentar despesas após a aprovação do Orçamento.
O líder parlamentar do PS qualificou os projetos de lei do Chega como "pura propaganda ineficaz" e afirmou que o PS não fechará ainda o sentido de voto sobre estas propostas, agendadas para 24 de setembro. No entanto, não excluiu a possibilidade de o PS vir a aprovar alterações ao IVA dos combustíveis e bens alimentares em sede de debate do Orçamento do Estado para 2027, caso o Governo PSD/CDS-PP nada fizer até lá.
Sobre as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, como o suplemento extraordinário para pensionistas e a redução do IRS, Eurico Brilhante Dias considerou que são "injustas para muitos trabalhadores portugueses" que não pagam impostos devido a salários muito baixos e que não serão ajudados por nenhuma dessas medidas.




