O Teatro Nacional D. Maria II reabriu as portas do seu edifício no Rossio entre os dias 18 e 20 de setembro, após um período de encerramento para obras de requalificação. A reabertura foi celebrada com três dias de programação de entrada livre, que incluíram espetáculo de videomapping na fachada, DJ sets na Praça D. Pedro IV, visitas aos espaços renovados, uma exposição dedicada aos 180 anos da instituição e a apresentação do Coro do Recomeço.
As celebrações arrancaram no dia 18 de setembro com a estreia de Macbeth, de William Shakespeare, numa encenação e tradução de Pedro Penim. A escolha da peça recupera um episódio marcante da história do teatro: Macbeth era o espetáculo que estava em cena na noite de 2 de dezembro de 1964, quando um incêndio deixou o edifício em ruínas. Mais de 60 anos depois, a tragédia de Shakespeare regressou à Sala Garrett para assinalar a reabertura, mantendo-se em cena até 31 de outubro.
No mesmo dia, a partir das 21h30, o Rossio transformou-se numa extensão do teatro com uma festa aberta à cidade. A fachada recebeu um espetáculo de videomapping criado pela United VJs, com direção criativa de Pedro Zaz, que percorreu diferentes momentos da história da instituição através de imagens, sons e materiais de arquivo. Entre cada apresentação de videomapping, houve DJ sets de ZenGxrl, Beatbombers e Marfox, acompanhados de VJ sets da United VJs.
Nos dias 19 e 20 de setembro, o público foi convidado a conhecer o edifício renovado através de visitas a diferentes espaços, incluindo zonas habitualmente reservadas a artistas. No dia 19, às 16h, foi lançada a nova edição de Macbeth, publicada pelo TNDM II e pela Bicho-do-Mato, com a tradução de Pedro Penim. No dia 20, às 16h, vários espaços do edifício receberam o Coro do Recomeço, conduzido pela estrutura artística ondamarela e criado em junho de 2026, numa apresentação aberta ao público.




