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Safra agrícola na Beira Baixa resiste à terra seca e muda regrasFoto de Sergio-sq no Pexels
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Safra agrícola na Beira Baixa resiste à terra seca e muda regras

oRegiões13 de setembro de 2026 às 11:30

A safra agrícola na Beira Baixa enfrenta uma seca prolongada que obrigou os agricultores da região, que se estende de Castelo Branco ao sopé da Gardunha, a alterar drasticamente as suas práticas tradicionais. A data referenceda no artigo é 13 de Setembro de 2026, e os produtores abandonaram a lavoura profunda que expunha o subsolo ao sol, passando a rasgar apenas a crosta superficial para reter a humidade residual. A cobertura morta com palha nos camalhões reduz a evaporação em mais de 30%, enquanto as sementeiras directas são adiadas até que a terra arrefeça, recorrendo a mudas em tabuleiro.

As albufeiras da Cova da Beira e de Idanha impõem limites de consumo que não toleram desperdícios, e a limpeza dos canais e revisão das fitas de rega gota-a-gota tornaram-se tarefas inadiáveis. Os agricultores estão a priorizar sementes certificadas de ciclo curto sobre variedades tardias, a fraccionar a fertilização de fundo para evitar que o adubo azotado queime as raízes em solo seco, e a concentrar a rega nas primeiras horas da manhã para evitar a formação de crosta dura. Quem possui furos artesianos enfrenta quebras de caudal que obrigam a ciclos curtos de rega nocturna.

Os criadores de ovinos e caprinos enfrentam o encarecimento das rações concentradas e a quebra na produção leiteira destinada ao queijo regional. A estratégia passa pela sementeira de misturas de aveia com ervilhaca ou tremocilha para garantir feno durante o Inverno, pela suplementação mineral das ovelhas em fase final de gestação, e pelo controlo sanitário regular das águas dos bebedouros. Um veterinário municipal alertou que não se pode deixar o gado à míngua.

A descida contínua dos lençóis freáticos nos vales da raia beirã coloca em risco as hortas e a sustentabilidade dos olivais tradicionais em socalco, onde a azeitona começa a miuçar por carência de seiva. A resposta comunitária inclui a partilha de turnos de rega entre vizinhos, a rotação de pastoreio com cercas móveis electrificadas, e a impermeabilização de charcas com telas ou argila compactada antes do Outono.

Porque é que isto importa

Os agricultores e criadores da Beira Baixa enfrentam decisões imediatas sobre técnicas de cultivo e gestão de água que determinam a viabilidade das suas explorações. As famílias que dependem da produção leiteira e de queijo regional veem os custos subir enquanto a produtividade baixa, exigindo ajustamentos urgentes nos rebanhos e pastagens. A descida dos lençóis freáticos ameaça também a sustentabilidade dos olivais tradicionais em socalco, com impacto direto na produção de azeitona da região.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por oRegiões a 13 de setembro de 2026 às 11:30; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22126 artigos.

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