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Inspetores da Polícia Marítima levam Estado e chefia da Armada a tribunalFoto de shpoks no Pexels
Política

Inspetores da Polícia Marítima levam Estado e chefia da Armada a tribunal

Postal do Algarve13 de setembro de 2026 às 10:47

A Associação de Inspetores e Chefes da Polícia Marítima (AICPM) apresentou uma ação judicial contra o Estado e a chefia militar da Armada no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, em 11 de setembro. A associação, que afirma ter esgotado todas as vias de diálogo, denuncia uma instituição em "caos total", afetada por asfixia financeira, falta de meios e alegada "ingerência ilícita" que limita a capacidade operacional. O processo surge quando a Polícia Marítima se aproxima dos 107 anos de existência.

Entre os problemas apontados, a AICPM denuncia que existem comandos locais a funcionar com apenas um polícia de serviço, encerrados ao público a partir das 17 horas. O Grupo de Ações Táticas está reduzido a um único meio náutico e as viaturas todo-o-terreno são antigas e "chumbam em massa" nas inspeções periódicas. A associação afirma ainda que a Polícia Marítima não dispõe de orçamento próprio, dependendo de "migalhas" da Armada, e que entraram apenas 182 agentes em dez anos, quando o quadro legal mínimo exige 722 efetivos.

A AICPM contesta também a atuação do Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), acusando-o de interferir na Polícia Marítima sem competência hierárquica sobre a polícia, tendo exonerado três comandantes-gerais em dois anos. A associação critica igualmente a colocação de elementos da Armada em funções na Polícia Marítima ou na Direção-Geral da Autoridade Marítima, classificando essa prática como "um esquema" para facilitar promoções. A estrutura repudia o silêncio dos sucessivos Governos que "toleram que uma chefia militar dite as regras e atropele o comando legítimo" da força de segurança.

A associação traça um paralelo com a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e afirma que "recusa assistir de braços cruzados ao desaparecimento deliberado desta polícia especializada", considerando que a ação judicial é "um sinal de que os profissionais de carreira não vão tolerar mais abusos".

Porque é que isto importa

Os leitores em Portugal continental e nas regiões autónomas são diretamente afetados por esta situação, uma vez que a Polícia Marítima é responsável pela segurança e fiscalização nas zonas costeiras e portuárias. A ação judicial representa um momento crítico para uma força de segurança que opera há quase 107 anos, com implicações para a vigilância marítima, a segurança portuária e a proteção ambiental costeira. O processo surge após o esgotamento de todas as vias de diálogo com o poder executivo e militar.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Postal do Algarve a 13 de setembro de 2026 às 10:47; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Política. Nesta secção temos atualmente 28912 artigos.

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