Após os 50 anos, exercícios de tai chi e a marcha japonesa estão a conquistar cada vez mais adeptos entre pessoas que procuram alternativas seguras às corridas intensas e aos treinos de ginásio pesados. O desgaste natural dos ossos e dos músculos leva muitos a procurar modalidades mais suaves, que não exigem movimentos bruscos nem provocam dores articulares desnecessárias.
Os exercícios de tai chi, com origem nas artes marciais orientais, assentam em movimentos contínuos, lentos e fluidos que funcionam como uma meditação em andamento. Diversos estudos médicos confirmam que a prática constante melhora significativamente o equilíbrio corporal e reduz as quedas em idades avançadas, um problema que frequentemente provoca fracturas graves de bacia e fémur. Para além disso, as posturas calmas fortalecem as pernas, aliviam as dores de costas e lubrificam as cartilagens sem provocar choques no solo.
A marcha japonesa, método nascido no Japão a partir de investigações sobre caminhadas intervaladas, consiste em intercalar minutos de passo acelerado com períodos de passo calmo. Esta alternância obriga o coração a trabalhar de forma controlada, activa a circulação sanguínea, ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e melhora a pressão arterial. A actividade é adaptável ao ritmo de cada pessoa e pode ser praticada num parque, numa rua sossegada ou até numa varanda ampla, exigindo apenas um par de sapatilhas confortáveis.
Para iniciar em segurança, os especialistas recomendam começar com sessões curtas de dez a 15 minutos, duas ou três vezes por semana, dar preferência a pisos direitos e firmes, e manter uma boa hidratação antes e depois das sessões. Pessoas com diagnósticos crónicos de artrose, labirintite ou problemas cardíacos conhecidos devem consultar o médico de família antes de iniciar estas actividades.




