A liberdade que ficou sem crédito
Em julho, durante a alta-costura da Fendi em Roma, a estilista Maria Grazia Chiuri apresentou um caftã de chiffon listrado em preto e branco, inspirado nos vestidos de Emilie Flöge, artista austríaca pintada por Klimt, e nas geometrias da Secessão Vienense. O look representava a liberdade do corpo em relação aos espartilhos sufocantes.
O artigo reflete que essa libertação corporal e a independência dos espartilhos são tradicionalmente creditadas aos grandes estilistas parisienses, como Paul Poiret e Coco Chanel, enquanto pouco se fala das grandes criadoras de Viena, que decidiram sozinhas como queriam habitar seus próprios corpos.
Está em cartaz no Museu Judaico de Nova York, até 15 de novembro, a exposição "Modernidade e opulência: as mulheres da Wiener Werkstätte", com mais de 200 objetos das mulheres do coletivo artístico Oficinas de Viena, fundado em 1903.
Enquanto a Bauhaus namorava a máquina, a Wiener Werkstätte defendia outros valores, celebrando a opulência e a autonomia criativa das mulheres que fizeram parte do movimento.




