Todas as notícias
Política
Negócios
Tecnologia
Ocorrências
Desporto
Meteorologia
Ciência
Entretenimento
Mundo
Imobiliário
Notícias de IA
A terceira rede que é crucial para a segurança nacionalFoto de 2427999 no Pexels
Negócios
Investimentos

A terceira rede que é crucial para a segurança nacional

Jornal Económico13 de setembro de 2026 às 09:01

A REN gere mais de 8 mil quilómetros de fibra ótica que atravessam Portugal de norte a sul e de este a oeste, paralela aos cabos de alta tensão, gasodutos e também enterrada. Esta rede é a maior espinha dorsal neutra em Portugal e é gerida pela REN Telecom, contando com dois centros de dados em Ermesinde e Riba de Ave e sete ligações a Espanha, além de ligações internacionais ao resto da Europa e do mundo através de cabos submarinos.

O Estado português comprou uma posição de 14% no capital da REN por 380 milhões de euros ao dono da Zara, Amancio Ortega, passando a ser o segundo maior acionista, apenas atrás dos chineses da China State Grid, que detêm 25%. Uma fonte do setor energético considerou ao Jornal Económico que a rede de telecomunicações é "extraordinariamente sensível do ponto de vista da segurança nacional", acrescentando que os EUA têm estado atentos aos desenvolvimentos na REN, acreditando que informações relevantes dos serviços do Estado passam por esta infraestrutura.

A rede de fibra ótica tem importância estratégica, mas pesa pouco no negócio da companhia. O transporte de eletricidade representa 65% do EBITDA em 2025, seguido do gás com 29%, a atividade internacional no Chile com 5% e a REN Telecom com apenas 1%. Um dos contratos públicos conhecidos é o assinado em 2020 com a EllaLink, empresa que gere um cabo submarino entre o Brasil e Sines, usando a infraestrutura da REN para ligar a América do Sul à Europa.

O Governo defendeu que o investimento na REN vai permitir acelerar a rede elétrica, aumentar a capacidade de energias renováveis e reduzir o preço da eletricidade a médio e longo prazo. No entanto, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, manifestou dúvidas, considerando que a reentrada do Estado no capital da REN é "mais uma decisão política com o objetivo de reforçar a influência do Estado numa infraestrutura crítica para o país".

Porque é que isto importa

Os leitores em Portugal são diretamente afetados porque o Estado investiu 380 milhões de euros de dinheiro público na REN, uma infraestrutura que transporta informações sensíveis dos serviços do Estado e serve de ligação internacional. A disputa entre o impacto na fatura da eletricidade — que o Governo promete reduzir e que a CIP duvida — tem consequências diretas para consumidores e empresas. Este investimento segue-se à compra anterior de 25% pela chinesa State Grid, raising questões sobre soberania nacional nas infraestruturas críticas do país.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 13 de setembro de 2026 às 09:01; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22126 artigos.

Todos os artigos da secção →
Fonte

Notícias relacionadas

Negócios

Bom ano para os vinhos alentejanos

O Alentejo está a viver uma boa época de vindimas, com expectativa de um ano favorável para os vinhos da região. Durante a colheita, produtores e investigadores estão a analisar as castas que melhor se adaptam às mudanças climáticas, pensando já no futuro da produção vinícola alentejana.

RTP Notícias13/09/26, 14:20
Negócios

Trump diz que tem "boa relação" com o México mas o Canadá "engana" os Estados Unidos

O Presidente Donald Trump afirmou que mantém uma "boa relação" com o México, mas acusou o Canadá de "enganar" os Estados Unidos, num contexto de escalada comercial entre os dois países. Na terça-feira, entraram em vigor novas tarifas de retaliação canadianas contra produtos norte-americanos, em resposta às tarifas impostas por Washington, que, por sua vez, respondeu com restrições adicionais aos bens canadianos.

Now13/09/26, 13:55
Negócios

Aeroporto de Faro regista “maior pressão” na recolha de dados biométricos

A recolha obrigatória de dados biométricos a 100% dos passageiros vindos de fora do espaço Schengen está a decorrer sem grandes problemas na maioria dos aeroportos portugueses, mas o de Faro enfrenta "maior pressão" devido a fatores como condições climatéricas, atrasos de voos e concentração de chegadas, sobretudo de turistas britânicos. Desde 6 de setembro que a medida entrou em vigor, e o tempo de controlo por passageiro passou de 5-15 para 15-30 minutos em Lisboa, o que a PSP considera aceitável. O reforço de 360 agentes e investimentos tecnológicos permitiu inverter os graves constrangimentos registados no início do ano, mas a PSP admite não poder garantir que os problemas não voltem, estando agora a capacidade nos 80% do recomendado, com aposta em formação mais técnica.

Eco13/09/26, 13:53
Negócios

Coimbra vai ser palco de debate nacional sobre agricultura biológica

Coimbra vai ser palco de um debate nacional sobre agricultura biológica no final de setembro, que将由 Escola Superior Agrária de Coimbra acolher. O encontro visa juntar especialistas e profissionais do setor para debater o futuro da produção biológica em Portugal.

Diário de Coimbra13/09/26, 13:40