Os juros altos e o endividamento das famílias impactaram negativamente o setor de alta tecnologia da indústria brasileira. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o setor de alta tecnologia registrou queda acumulada de 1,9% no segundo trimestre. O principal responsável pelo recuo foi o complexo eletrônico, que já apresenta queda há seis trimestres consecutivos.
A produção do complexo eletrônico, que abrange equipamentos de informática, rádio, TV, comunicação e instrumentos médicos de precisão, caiu 14,9% em junho e 7,9% no trimestre. Esse desempenho negativo contrasta com a leve expansão do conjunto da indústria de transformação, que cresceu 1% em junho e 0,7% no segundo trimestre.
Segundo Rafael Cagnin, do Iedi, que realizou o estudo, a recuperação observeda veio de setores que estavam reduzindo produção anteriormente. Ele explicou que no segundo trimestre só cresceram segmentos que vinham de vários trimestres ruins, representando um período de algum alívio após uma sequência de quatro trimestres sem crescimento.
Apesar do cenário desafiador, alguns segmentos ainda mantêm fôlego, como o farmacêutico e o de aeronaves. O artigo menciona que há um grupo de indústrias de médio porte que continua apresentando algum desempenho positivo dentro do panorama geral da indústria brasileira.




