O секретар Eduardo Jesus é criticado no artigo por se dedicar mais à autopromoção do que à resolução de problemas concretos do setor turístico na Madeira. O artigo aponta que, quando o Aeroporto da Madeira fica inoperacional devido aos ventos — algo natural e recorrente na região —, os aviões são desviados para o Porto Santo, que funciona como a única pista de recurso direta na Região.
Contudo, o artigo alerta que, ao chegarem ao Porto Santo, os passageiros enfrentam uma incapacidade de serem escoados, transformando uma solução técnica num pesadelo logístico. A ausência de uma ligação marítima rápida e dedicada entre a Calheta do Porto Santo e o Caniçal é descrita como uma "teimosia incompreensível" e não apenas uma omissão de planeamento.
O artigo apresenta dados sobre a rota marítima: a ligação tradicional Funchal-Porto Santo pelo Lobo Marinho cobre cerca de 43 milhas náuticas e demora 2h30, enquanto a distância entre a Calheta e o Caniçal é de apenas 23 a 25 milhas náuticas. Um catamarã ou fast-ferry a 28-35 nós poderia percorrer essa distância em 45 a 55 minutos, permitindo transferir passageiros divergidos para a ilha da Madeira em menos de uma hora.
O artigo alerta ainda que as companhias aéreas enfrentam custos brutais com indemnizações, alojamentos de emergência e rotações de tripulações, e que a EasyJet já está a cortar rotas para a Madeira. O custo reputacional e financeiro do destino é descrito como elevado, e o artigo argumenta que só quando o prejuízo económico for insustentável é que as entidades oficiais voltarão a olhar para o mar como solução.




