O caseiro de 45 anos suspeito de matar o casal para quem trabalhava em Lagos ficou em prisão preventiva, após o primeiro interrogatório judicial realizado no sábado, 12 de setembro. A decisão foi tomada pelo juiz de instrução criminal de Portimão, sendo a medida de coação mais gravosa aplicada ao suspeito, que foi detido na madrugada do mesmo dia pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária.
O cidadão estrangeiro é fortemente suspeito de dois crimes de homicídio qualificado e de profanação de cadáver. As vítimas eram um homem de 79 anos e uma mulher de 62 anos, empresário e empresária estrangeiros do ramo da saúde que residiam há vários anos em Portugal.
Segundo a PJ, os crimes ocorreram na habitação do casal em Lagos, num quadro de extrema violência. As vítimas foram agredidas com um objeto contundente, sofrendo ferimentos graves que lhes provocaram a morte. O suspeito arrastou depois os corpos para uma cisterna de água na propriedade para os ocultar e utilizou produtos químicos para tentar decompô-los. A retirada dos cadáveres exigiu uma operação complexa com a colaboração dos Bombeiros de Lagos.
Quando foi localizado pela GNR nas imediações da propriedade, o suspeito tinha consigo bastante dinheiro e objetos de valor presumivelmente pertencentes às vítimas. O detido não tinha antecedentes criminais conhecidos. A investigação prossegue para esclarecer o motivo dos homicídios e a eventual existência de outros envolvidos.




