Uma das petições tornadas públicas pelo Supremo Tribunal Federal indica que dois aliados de Daniel Vorcaro dentro do Banco Central podem ter atrasado o processo de liquidação do Banco Master. Por causa da interferência desses servidores, a fraude só foi comunicada plenamente pela autoridade financeira ao Ministério Público Federal um ano depois de ter levantado suspeitas.
Um documento da Polícia Federal, tornado público após decisão do ministro Edson Fachin, mostra como Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, e seu adjunto, Paulo Sérgio Neves de Souza, atuaram em favor do ex-banqueiro. Ambos são suspeitos de terem orientado Vorcaro antes de uma reunião com Campos Neto que autorizou a compra do Will.
As suspeitas sobre o Master surgiram em setembro de 2024, após os dois servidores analisarem um fundo chamado Bravo, usado no esquema fraudulento. Mesmo assim, a comunicação oficial ao Ministério Público Federal só ocorreu um ano depois, em setembro de 2025.




