A Revolta da Cachaça, motivada pelo aumento de impostos e pela proibição da fabricação e venda de aguardente no Brasil colônia entre 1660 e 1661, resultou na revogação dessa proibição. A bebida tornou-se um símbolo de identidade cultural, patrimônio nacional e uma força expressiva na economia do Brasil.
No próximo dia 26, o historiador Luiz Antônio Simas e o produtor Haroldo Carneiro vão conversar sobre cachaça em um evento na Lapa, regado a samba e coquetéis preparados pelo bartender Igor Renovato. Simas falará sobre a influência da cachaça no samba, na macumba e nos botecos do Rio de Janeiro.
Haroldo Carneiro, responsável pelas marcas Cachaça Sete Engenhos e Quissamã, abordará a história da produção da bebida no Rio de Janeiro. Ele também discutirá a tradição dos engenhos fluminenses na fabricação da cachaça.
Simas destaca que a bebida atravessa diversas esferas da cultura brasileira, desde rituais religiosos de matriz africana, afirmando que "o santo também bebe", até os botecos das periferias e as mesas da zona sul do Rio. A cachaça está presente em festas, rituais espirituais e na sabedoria popular, conectando diferentes camadas da sociedade brasileira.




