O Partido JPP acusou o Governo de chegar tarde à valorização da Tinta Negra, criticando a falta de atempamento nas medidas implementadas para o setor vitícola madeirense. A posição do partido surge em resposta às políticas governamentais para a valorização desta casta, que é considerada a principal variedade de uva na região.
Miguel Ganança foi a voz desta crítica, defendendo que é necessário estabelecer uma estratégia plurianual para a viticultura da região. Esta estratégia deve contemplar respostas concretas para os principais desafios que afetam os produtores de vinho na Madeira.
Segundo o JPP, os problemas mais urgentes que precisam de ser enfrentados incluem o rendimento insuficiente dos produtores, a falta de mão-de-obra no setor, os impactos das alterações climáticas nas vinhas e o progressivo abandono das terras agrícolas dedicadas à vinha. O partido entende que sem uma abordagem integrada e a longo prazo, a viticultura madeirense continuará a enfrentar dificuldades.
A posição do JPP surge no contexto de um debate mais amplo sobre o futuro do setor vitícola na Região Autónoma da Madeira, onde a Tinta Negra representa uma importância económica e cultural significativa, sendo utilizada na produção de vinho da Madeira e de outros produtos regionais.



