Os resultados da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior voltaram a revelar uma desigualdade persistente em Portugal. A geografia continua a ser um fator determinante nas escolhas dos estudantes, influenciando significativamente as suas decisões sobre onde candidatar-se. Quando o processo de colocações termina, são maioritariamente as instituições de ensino superior localizadas no Interior do país que ficam com vagas por preencher, evidenciando um desequilíbrio entre a oferta e a procura.
Esta situação não é nova, mas continua a representar um desafio significativo para o sistema de ensino superior português. O artigo sugere que, onde sobram vagas nas instituições do Interior, faltam políticas eficazes para atrair estudantes e colmatar esta disparidade regional. Esta desigualdade geográfica afecta as oportunidades dos jovens e perpetúa um ciclo de despovoamento das zonas menos desenvolvidas do país.




