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Portugal pode ser a porta de entrada do Brasil na União Europeia com o novo acordo UE-MercosulFoto de estrella-ontour no Pexels
União Europeia
Economia

Portugal pode ser a porta de entrada do Brasil na União Europeia com o novo acordo UE-Mercosul

oRegiões12 de setembro de 2026 às 13:37

Portugal deve posicionar-se como a principal plataforma europeia para o Brasil no âmbito do acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul. A posição foi defendida por Vitalino Canas, presidente do Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE) e antigo secretário de Estado, durante um debate sobre as oportunidades e desafios do acordo. Segundo o responsável, as empresas brasileiras tendem a olhar para Portugal como o ponto natural de ancoragem para entrar no mercado comunitário, tirando partido da proximidade cultural, facilidade de comunicação e dos laços institucionais já existentes.

Do lado português, o acordo abre perspetivas favoráveis para setores tradicionais da economia nacional, nomeadamente o agroalimentar. Produtos como o vinho e o azeite enfrentam atualmente elevadas taxas alfandegárias no mercado brasileiro, ficando em desvantagem perante concorrentes do Chile e da Argentina. Com a eliminação gradual dos impostos de importação, os produtores portugueses poderão ganhar terreno num mercado de grande dimensão, embora o impacto prático só se venha a sentir de forma progressiva nos próximos anos.

O acordo abrange um mercado conjunto com mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado de cerca de 19 biliões de euros. Prevê-se a eliminação de tarifas em mais de 90% das trocas comerciais entre as duas regiões. O tratado já entrou em vigor provisoriamente após a ratificação pelos países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), mas aguarda ainda o processo de ratificação no Parlamento Europeu, enfrentando oposição de setores agrícolas em países como a França e a Polónia.

Porque é que isto importa

Os leitores em Portugal enfrentam diretamente o impacto deste acordo, pois terão novas oportunidades de exportação para um mercado de 700 milhões de consumidores, com a eliminação gradual de tarifas que atualmente desfavorecem produtos como o vinho e o azeite português face a concorrentes do Chile e Argentina. O artigo segue as discussões do FIBE em Lisboa sobre as oportunidades e desafios do acordo, que poderá posicionar Portugal como ponte comercial estratégica entre o Brasil e a União Europeia.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por oRegiões a 12 de setembro de 2026 às 13:37; o texto completo fica com o editor original.

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