O mercado de verão português de futebol alcançou o segundo melhor resultado do século, com as vendas de jogadores a renderem um total de 495 milhões de euros aos clubes nacionais. Este valor representa um desempenho financeiro significativo para o futebol português durante a janela de transferências.
O crescimento das receitas contrasta com o aumento dos passivos das SAD desportivas, que têm vindo a crescer nos últimos anos. Esta situação coloca pressão financeira sobre os clubes profissionais portugueses, que apesar de venderem jogadores por valores elevados, enfrentam desafios crescentes em termos de sustentabilidade financeira.
Os clubes portugueses têm-se apoiado na venda de jogadores para equilibrar as suas contas, especialmente através das chamadas mais-valias na transferência de atletas para mercados mais poderosos. No entanto, o endividamento crescente das sociedades anónimas desportivas sugere que o modelo financeiro do futebol português enfrenta desafios estruturais.



