Em Portugal, trabalhadores rurais estão colhendo uvas durante a noite para fugir do calor extremo que atinge temperaturas de até 40°C. Equipados com lanternas de cabeça e tesouras de poda, eles atravessam a escuridão total para realizar a colheita noturna, uma prática que os protege do calor cada vez mais sufocante do verão português.
A trabalhadora rural Maria Jeronima Mendes, de 70 anos, explicou que à noite o clima é muito mais fresco e que a luz artificial permite enxergar melhor os cachos de uva. Ela trabalha em uma propriedade rural cercada por videiras exuberantes.
As mudanças climáticas estão intensificando e prolongando os períodos de calor extremo e seca em toda a Europa. O monitor climático da União Europeia informou que a Europa Ocidental enfrentou o verão mais quente já registrado, enquanto agosto foi o mês isolado mais quente já registrado no mundo.
Esse calor tem obrigado os países do sul do continente europeu a adotarem novas estratégias para proteger trabalhadores e garantir a produção agrícola diante das condições climáticas cada vez mais severas.




