A empresa Templus entrou com uma emenda à totalidade do projeto de Real Decreto que visa regular os centros de dados na Espanha, solicitando ao governo que retire o texto atual e inicie um novo diálogo com a indústria. Além da emenda, a operadora apresenta 23 alegações específicas, entre as quais se destacam a necessidade de proteger projetos já autorizados, elevar o limite de 1 MW para 10 MW nas obrigações aplicáveis e reavaliar a exigência de cobertura de energia renovável.
Esse movimento de Templus se alinha a um crescente descontentamento manifestado por outros operadores, investidores e administrações após o encerramento do período de audiência pública em 10 de setembro. O Ministério para a Transição Ecológica e o Reto Demográfico (MITECO) abriu a audiência pública em 27 de agosto, estendendo o prazo para a apresentação de documentações até 10 de setembro. O próximo passo é analisar as alegações e, se necessário, modificar o documento antes de prosseguir com a tramitação.
O governo defende a necessidade de intervenção, citando o crescimento rápido das solicitações de capacidade elétrica. Conforme dados do MITECO, mais de 6 GW de capacidade de acesso foram concedidos a centros de dados desde o final de 2023. A proposta do projeto inclui a obrigação de que novos centros de dados garantam que 80% de seu consumo energético em cada hora de funcionamento seja suportado por nova geração renovável, o que gera controvérsia no setor.
Rafael Castrillo Maortua, diretor de Marketing da Templus, enfatiza a necessidade de uma regulação que não coloque em risco a competitividade digital do país nem crie incertezas sobre investimentos já realizados. O CEO da empresa, Ignacio T. Velilla, já havia expressado preocupações sobre as exigências de vinculação de nova energia renovável ao consumo. As decisões que forem tomadas pelo governo em resposta às objeções apresentadas irá impactar a sustentabilidade dos futuros centros de dados e as condições de acesso à rede elétrica na nova economia digital da Espanha.




