O tribunal ordenou prisão efetiva e imediata, uma pena mais severa do que a acusação havia solicitado. O homem foi condenado a seis meses de prisão por ter ameaçado uma professora da escola do filho em França, dizendo que ia "cortar-lhe a cabeça". O caso está diretamente ligado ao trauma nacional que a decapitação de Samuel Paty deixou em França em 2020.
Samuel Paty era professor de História e foi assassinado por um jovem islamita radical de 18 anos, de origem chechena, depois de ter mostrado caricaturas do profeta Maomé aos alunos da sua turma. O assassino foi morto pela polícia posteriormente.
Na altura do assassinato de Paty, uma aluna de 13 anos da turma admitiu ter mentido nas alegações que espalhou sobre o professor, o que terá contribuído para a onda de ódio que levou ao ataque fatal. O caso atual sublinha como as ameaças contra professores em França permanecem uma questão sensível anos depois do atentado.




