A FlixBus desmentiu esta sexta-feira a informação avançada pela Rede Expressos de que a empresa alemã teria adiando o início da sua operação no Terminal Rodoviário de Sete Rios. Em comunicado, a FlixBus afirma que "é absolutamente falso que tenha existido qualquer adiamento" e accuses a rival do Grupo Barraqueiro de "distorção dos factos" e de "má-fé" desde o início do processo.
A empresa alemã defende que sempre informou a Rede Expressos de que necessitava de um período mínimo de 20 dias, após a confirmação definitiva do acesso ao terminal e a correção das declarações de capacidade, para realizar as alterações necessárias nos seus sistemas e preparar a transferência da operação. Segundo a FlixBus, a confirmação final da Rede Expressos relativa aos 23 serviços a transferir nesta primeira fase só chegou na quarta-feira às 20h30, na sequência de uma reunião entre as duas empresas promovida pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.
A FlixBus revelou ainda que foi apenas nessa reunião que lhe foi cedida uma das nove bilheteiras do terminal de Sete Rios, nachdem a Rede Expressos exigia que fossem os seus próprios colaboradores a vender os bilhetes da empresa alemã. A empresa alemã garante que continuará a defender um acesso "efetivo", em "condições equitativas", "transparentes" e "não discriminatórias" ao terminal, até que a decisão do tribunal e da AMT seja cumprida na totalidade.
Os 23 serviços atualmente autorizados representam apenas 1,9% da capacidade do terminal, que tem espaço para pelo menos 1200 serviços diários. A Rede Expressos tinha anteriormente avançado que a FlixBus já podia operar em Sete Rios desde agosto, mas a FlixBus argumenta que ainda necessitava de obter as licenças obrigatórias e de resolver as questões logísticas com a rival.




