O Banco Central Europeu autorizou a nomeação de Teresa Mora-Grenier como administradora financeira do Novobanco. A francesa de 55 anos, com ascendência portuguesa, assume o cargo de CFO com efeitos a partir de 10 de setembro de 2026, para o mandato 2025-2028. O seu nome já havia sido anunciado pelo grupo francês BPCE quando este concluiu a compra do banco português em abril, por 6,7 mil milhões de euros, faltando apenas a aprovação regulatória no âmbito do processo de avaliação de adequação e idoneidade.
Teresa Mora-Grenier é licenciada pela EM Lyon Business School e tem um Executive MBA pela ESCP Business School. Com mais de três décadas de carreira, passou pelo Crédit Lyonnais Securities, AlphaValue e ingressou no Natixis em 2011. Antes de integrar o Novobanco, ocupava o cargo de vice-CEO do Banque Populaire Rives de Paris, que faz parte do Groupe BPCE.
Com esta nomeação, o Novobanco passa a ter a maior representação feminina na gestão executiva, contando também com Patrícia Afonso Fonseca e Carmen Garcia Gonçalves. Mark Bourke mantém-se como CEO, enquanto Luís Ribeiro, João Paixão Moreira e Rui Fontes completam a equipa de administração.
O BPCE está ainda a preparar alterações no modelo de governação do banco, que atualmente opera com uma comissão executiva e um conselho geral e de supervisão. Nicolas Namias será apontado como chairman e o banqueiro português António Horta-Osório como vice-chairman, aguardando autorização das autoridades regulatórias. O Novobanco fechou o primeiro semestre com um lucro de 367,2 milhões de euros, uma descida de 15,6% face ao período homólogo, penalizado pelos custos associados à venda.




