A imagem homofóbica de uma bandeira LGBT em chamas foi publicada antes de o jovem ingressar no curso de oficiais da PSP, facto que se revelou essencial para que o Supremo Tribunal Administrativo anulasse a decisão de expulsão tomada pela PSP. O jovem cadete tinha também publicado mensagens associadas ao Grupo 1143, um grupo de extrema-direita.
O tribunal considerou que a publicação dessas imagens ocorreu fora do contexto do serviço e antes do início da sua formação como oficial, o que pesou significativamente na decisão judicial. O juiz relator fundamentou a sua posição recorrendo a citações de Marcello Caetano, o último presidente do Conselho de Ministros do Estado Novo, numa argumentação que gerou já críticas de organizações de defesa dos direitos LGBT.
O acórdão ordena a manutenção do cadete na PSP, revertendo assim a sanção disciplinar de expulsão que tinha sido aplicada pela corporação. Este caso surge num momento em que as forças de segurança portuguesas têm vindo a ser escrutinadas sobre questões de diversidade e inclusão.



