O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, considerou que as acusações cruzadas na Delegação do Governo de Ceuta representam uma situação de "sálvese quem puder". As suas declarações referem-se ao conflito entre ele próprio e o antigo chefe de gabinete do delegado do Governo, que recentemente apresentou a demissão. Vivas afirmou que "as instituições espanholas não saem bem paradas" na gestão da crise e na forma como os acontecimentos se desenvolveram.
Vivas garantiu que, como responsável público, jamais questionaria as contribuições de um organismo com o prestígio do CNI, independentemente de como sejam apresentadas. O presidente ceutí defendeu que este cruzamento de acusações justifica que o Governo de Ceuta se tenha constituído como parte interessada na causa que decorre na Audiência Nacional.
O presidente sublinhou que Ceuta está "em UCI" e que a cidade não merece que os responsáveis andem a negar conhecimento dos factos, dizendo "eu não estive", "não me informei" ou "a mim não me disseram". Vivas lembrou que duas pessoas tinham até ontem uma relação estreita de confiança e que, de repente, ao dia seguinte um desmentiu o outro. "Sálvese quem puder? Ceuta não merece isso, nem a Espanha", concluiu.




