As associações representativas dos táxis e a Câmara Municipal de Lisboa assinaram hoje o protocolo do tarifário fixo para os percursos com origem no Aeroporto Humberto Delgado, que entra em vigor a 15 de outubro. O acordo cria um regime de autorregulação destinado a reforçar a transparência dos preços, melhorar a qualidade do serviço e proteger os utilizadores numa fase transitória até à aprovação de um regulamento municipal específico para o setor. Este protocolo era reclamado há mais de uma década pelas associações representativas dos táxis.
A partir de meados de outubro, os preços fixos para viagens com origem no aeroporto serão de 16 euros para a zona 1, que abrange as freguesias de Alvalade, Areeiro, Avenidas Novas, Beato, Lumiar, Marvila, Olivais, Parque das Nações, Penha de França e Santa Clara, e 19 euros para a zona 2, que inclui Ajuda, Alcântara, Arroios, Belém, Benfica, Campolide, Campo de Ourique, Carnide, Estrela, Misericórdia, Santa Maria Maior, Santo António, São Domingos de Benfica e São Vicente. Nos períodos noturnos, fins de semana e feriados, os valores sobem para 20 e 23 euros, respetivamente.
O protocolo foi assinado pela Federação Portuguesa do Táxi, ANTRAL, ANA – Aeroportos de Portugal e Associação do Turismo de Lisboa. Todos os táxis aderentes terão de disponibilizar meios de pagamento eletrónico, incluindo cartões bancários e MB Way, ficando proibida a cobrança de qualquer valor adicional por utilização de cartão. Será também implementado um sistema de credenciação operacional para acesso à praça de táxis, onde os veículos serão identificados pela matrícula e os motoristas terão de passar um cartão no sistema de cancela.
A praça de táxis do Aeroporto de Lisboa tem sido alvo de fiscalizações ao longo dos anos devido a queixas de passageiros, sobretudo turistas, que relatam cobranças excessivas e recusas de destino. Na última operação de fiscalização da PSP em agosto de 2026 foram detetadas 67 infrações em cerca de 100 táxis inspecionados. Os valores estabelecidos no protocolo não são tarifas oficiais impostas pela Câmara, mas sim preços definidos pela Associação do Turismo de Lisboa e aceites voluntariamente pelas associações de táxis aderentes.




