O julgamento dos dois polícias da esquadra do Rato, em Lisboa, accused de crimes de tortura e violação vai decorrer à porta fechada, conforme confirmou a advogada de um dos agentes. O início do julgamento estava marcado para as 09:30 no tribunal de Lisboa.
Segundo a acusação do Ministério Público, entre julho de 2024 e março de 2025, os dois polícias terão agredido com socos, chapadas e coronhadas na cabeça pessoas que tinham detido, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações. Em alguns casos, terão sodomizado ou tentado sodomizar com um objeto alguns dos homens detidos.
O principal arguido, de 22 anos e em prisão preventiva desde julho de 2025, está acusado de 29 crimes, incluindo seis de tortura, cinco de violação, sete de abuso de poder, três de ofensas à integridade física qualificada, entre outros. O outro polícia, de 26 anos, está acusado de sete crimes e encontra-se em prisão domiciliária.
As vítimas eram sobretudo toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos deles estrangeiros em situação irregular em Portugal ou em situação de sem-abrigo. Algumas das imagens dos abusos foram partilhadas em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes da PSP. A juíza de instrução considerou que existem indícios suficientes para julgamento e uma séria probabilidade de condenação.




