Países do Golfo devem reunir-se com Irão sobre acordo de navegaçãoFoto de Christian_Birkholz no Pexels
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Países do Golfo devem reunir-se com Irão sobre acordo de navegação

Eco11 de setembro de 2026 às 12:40

Os chefes da diplomacia dos países do Conselho de Cooperação do Golfo tencionam reunir-se com o homólogo iraniano na segunda-feira, em Omã, para procurarem um acordo sobre o tráfego marítimo no estreito de Ormuz. O Financial Times noticiou que Irão e Omã estão a ultimar um pacto provisório que prevê o estabelecimento de um corredor destinado ao trânsito de navios comerciais através do estreito, pelo que as embarcações entrariam por águas iranianas e sairiam sobretudo pela zona do sultanato.

Para o Irão e Omã, o objetivo é fazer com que o Conselho de Cooperação do Golfo adira ao acordo, numa tentativa de o utilizar como um meio para levar os Estados Unidos a suspender o bloqueio aos portos iranianos. Por outro lado, países como a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait e Bahrein procuram garantir que qualquer pacto alcançado seja temporário, mas que permita a entrada e saída de navios enquanto se negoceia o futuro estatuto do estreito.

A reunião, mediada por Omã, seria o primeiro encontro entre os principais responsáveis pelos Negócios Estrangeiros dos países do Golfo e um alto representante iraniano desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra a República Islâmica, a 28 de fevereiro. Teerão respondeu com o bloqueio do estreito, por onde antes passava um quinto da produção mundial de petróleo. Os seis países do CCG acreditam que o pacto temporário pode servir para reduzir as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão.

O sultanato de Omã, cujas águas territoriais abrangem o estreito de Ormuz e que tem procurado manter uma posição neutra durante a guerra, negoceia há várias semanas com o Irão o estabelecimento de um possível corredor de passagem. A urgência em chegar a um acordo aumentou depois de as forças Huthis do Iémen, aliados de Teerão, terem consolidado presença perto do estreito de Bab el-Mandeb, outra rota comercial estratégica, o que fez com que o preço do petróleo ultrapassasse os 107 dólares por barril.

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