Com o fim do sigilo das investigações do caso Master, documentos revelam que a apuração aponta o uso de uma milícia privada ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, denominada "A Turma", para intimidar pessoas. A investigação indica que o grupo atuava de forma organizada para coagir e ameaçar indivíduos que se relacionavam com o banqueiro.
Daniel Vorcaro teve conhecimento prévio da operação contra ele, revelam os documentos do caso. Além disso, foi identificado um contrato entre a esposa do ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro que previa consultoria para órgãos como PF, BC, Receita Federal e Cade.
O grupo teria ameaçado um ex-capitão de uma embarcação de Vorcaro após um desentendimento trabalhista, com o homem relatando ter sido ameaçado de morte por sete homens armados. Os documentos também apontam que integrantes do grupo planejaram forjar um flagrante de drogas contra um DJ em Miami e arquitetaram um falso assalto para agressionar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em razão de publicações negativas sobre o banco.
A investigação também revela uma estratégia de contratação de influenciadores digitais, que recebiam até R$ 2 milhões para defender o Master. O caso envolve múltiplas frentes de manipulação e intimidação por parte do grupo ligado ao banqueiro.




