O partido Chega entregou um requerimento na Assembleia da República dirigido à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, questionando a resposta de Hematologia nas regiões do Baixo Alentejo e Algarve. O documento, subscrito por vários deputados do partido, incluindo António Carneiro, eleito pelo círculo de Beja, alerta para uma "preocupante insuficiência de médicos hematologistas" nestas regiões.
Segundo o Chega, existem apenas duas médicas hematologistas a assegurar a resposta em Beja e Portimão, ambas em regime de prestação de serviços. O partido critica que uma "especialidade altamente diferenciadora" não deva estar "assente exclusivamente" neste tipo de vínculo contratual, argumentando que tal "impede a existência de equipas estáveis e de uma continuidade assistencial com qualidade e segurança". Os deputados questionam também a não atribuição de vagas carenciadas para estas regiões.
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul alertou na segunda-feira que uma única médica hematologista assegurava o serviço no Algarve e no Baixo Alentejo, sem contrato de trabalho e sujeita a sobrecarga. A ULS Algarve, liderada por Tiago Botelho, rejeitou esta acusação, indicando que existem quatro hematologistas em prestação de serviços, embora nenhum esteja vinculado por contrato individual de trabalho. A ULS Algarve pediu ao Ministério da Saúde a transferência de duas vagas carenciadas de outras especialidades para Hematologia.
O Hospital de Beja conta atualmente com uma especialista vinda do Algarve e está a negociar mais horas de consulta com a mesma. A ULSBA está também a trabalhar num protocolo com outras instituições, como o IPO de Lisboa, para articulação em Hematologia, e vai voltar a pedir ao Ministério da Saúde a atribuição de vagas carenciadas para esta e outras especialidades.




