As taxas Euribor a seis e a 12 meses subiram hoje para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, respetivamente, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira em 25 pontos base. A taxa a seis meses fixou-se em 2,820% e a a 12 meses em 3,160%, enquanto a taxa a três meses avançou para 2,647%, continuando abaixo das outras duas.
A Euribor a seis meses é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, representando 39,87% do stock de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável, segundo dados do Banco de Portugal relativos a julho. As taxas a 12 e a três meses representavam 31,26% e 24,40%, respetivamente.
O BCE tinha mantido as taxas em julho, mas voltou a subirá-las em 25 pontos base na quinta-feira, depois de já o ter feito em junho pela primeira vez desde setembro de 2023. O ciclo de subidas sucede um período de oito reduções que o banco central tinha iniciado em junho de 2024. A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro.
As médias mensais da Euribor em agosto também avançaram, com maior intensidade do que em julho, especialmente no prazo mais longo. A média a três meses subiu 0,088 pontos para 2,513%, a seis meses 0,066 pontos para 2,713%, e a 12 meses 0,099 pontos para 2,954%. As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.




