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Grandes banqueiros pedem a Bruxelas para flexibilizar regulação para impulsionar economia

Eco11 de setembro de 2026 às 12:17

Os maiores banqueiros europeus instam a União Europeia a flexibilizar a regulação da banca para impulsionar o crescimento económico da região e evitar ficar para trás dos EUA e da China. Numa carta enviada aos principais líderes europeus, incluindo o presidente do Conselho António Costa, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, a presidente do Parlamento Europeu Roberta Metsola e a presidente do Banco Central Europeu Christine Lagarde, os líderes dos 11 maiores bancos fazem dois pedidos concretos. A comissária europeia Maria Luís Albuquerque foi também destinatária da missiva.

O primeiro pedido consiste numa moratória imediata e temporária sobre novos aumentos de exigências de capital. Os banqueiros salientam que já dispõem de 2,5 biliões de euros de capacidade de absorção de choques e consideram que é necessário travar a onda de exigências crescentes até que as reformas de longo prazo estejam em vigor, permitindo assim utilizar a geração de capital para financiar a Europa.

O segundo pedido prende-se com a simplificação regulatória, que os banqueiros defendem que deve ser uma bandeira permanente e não um objetivo pontual. Apelam a que os supervisores, embora continuando a fiscalizar os bancos, passem também a considerar fatores como a competitividade e o crescimento, eliminando a cultura de risco zero que consideram estar profundamente enraizada. Entre os signatários estão Ana Botín do Santander e Nicola Namias do BPCE, além de outros CEO de bancos suíços e britânicos.

Os banqueiros alertam para uma convergência de desafios que a Europa enfrenta, incluindo crescimento lento, instabilidade geopolítica, incêndios florestais, as reservas de gás mais baixas dos últimos 14 anos e a corrida para reconstruir a capacidade de defesa e competir em tecnologias críticas. Sublinham que as poupanças existem e que os bancos podem canalizar capital para investimentos produtivos, mas alertam que as reformas europeias só darão frutos se houver ação simultânea para remover barreiras ao financiamento e investimento privados.

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