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CHAVES RECEBE CONGRESSO INTERNACIONAL QUE COLOCA A ENFERMAGEM COMUNITÁRIA NO CENTRO DO FUTURO DA SAÚDE

Canal N – Notícias – Trás-os-Montes e Alto Douro11 de setembro de 2026 às 12:03

O II Congresso Internacional de Enfermagem Comunitária (CIEC26) arrancou em Chaves, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega, numa sexta-feira e prolongou-se durante dois dias. O evento subordinado ao tema "Liderança, Proximidade e Valor em Enfermagem Comunitária" foi promovido pela Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem Comunitária da Ordem dos Enfermeiros e reuniu profissionais e especialistas para debater liderança, proximidade, inovação e a necessidade de respostas de saúde cada vez mais ligadas aos territórios e às comunidades.

A realização do congresso em Chaves representa uma escolha de descentralização, num país onde grande parte dos congressos de referência continua concentrada nos grandes centros urbanos. A organização salientou a coerência de discutir proximidade num território do interior como o Alto Tâmega, considerando que as necessidades de saúde de uma comunidade transmontana podem ter especificidades próprias, relacionadas com a geografia, demografia, recursos disponíveis e características sociais da região.

O congresso decorre num contexto particularmente exigente para os sistemas de saúde, marcado pelo envelhecimento demográfico, pelo crescimento da doença crónica e da multimorbilidade, pela persistência das desigualdades em saúde e pela transformação digital. Perante este cenário, os participantes debateram a importância da enfermagem comunitária na identificação precoce de necessidades, na antecipação de riscos e na construção de respostas territorializadas e centradas nas populações.

Os três conceitos centrais do congresso — liderança, proximidade e valor — definiram também a ambição do encontro. A transformação digital, as novas tecnologias e os sistemas de informação foram identificados como ferramentas que podem melhorar a acessibilidade, a continuidade e a eficiência dos cuidados, mas que também colocam desafios éticos, de segurança e de inclusão. O objetivo passou por promover a investigação, a partilha de boas práticas e o desenvolvimento de projetos inovadores capazes de contribuir para sistemas de saúde mais próximos, sustentáveis e preparados para o futuro.

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