Foram licenciados 6,2 mil edifícios em Portugal no segundo trimestre, o que representou uma quebra de 7,1% face ao período homólogo, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística. Do total de edifícios licenciados, 77,5% corresponderam a construções novas, das quais 83,1% destinavam-se à habitação familiar. As construções novas licenciadas diminuíram 5,6% em termos homólogos e as obras de reabilitação registaram decréscimos de 11,9%. Foram ainda licenciados 11,8 mil fogos em construções novas para habitação familiar, correspondendo a um crescimento homólogo de 10,8%.
A nível regional, apenas a Região Autónoma da Madeira e o Norte registaram aumentos homólogos no número de edifícios licenciados, com crescimentos de 25,2% e 0,2%, respetivamente. As diminuições mais expressivas verificaram-se na Grande Lisboa, com uma quebra de 35,1%, no Algarve com 24,9% e na Península de Setúbal com 20,3%. Nas construções novas licenciadas, os aumentos verificaram-se na Madeira, no Norte e no Centro, enquanto a Grande Lisboa e o Alentejo registaram os maiores decréscimos. O Norte manteve-se como a principal região em termos de licenciamento, concentrando 39,8% dos edifícios licenciados e 41,1% das construções novas.
No segundo trimestre estima-se que tenham sido concluídos 3,9 mil edifícios em Portugal, o que representou um decréscimo homólogo de 4,2%. As construções novas continuaram a representar a maioria dos edifícios concluídos, correspondendo a 81,7% do total. A Região Autónoma dos Açores, o Oeste e Vale do Tejo, o Centro e a Região Autónoma da Madeira registaram aumentos no número de edifícios concluídos, enquanto a Península de Setúbal, o Algarve, o Norte e o Alentejo apresentaram diminuições. Foram concluídos 7,4 mil fogos em construções novas para habitação familiar, correspondendo a um acréscimo homólogo de 11,6%.
A área total licenciada aumentou 24,2% em termos homólogos, com apenas três regiões a registarem decréscimos: o Algarve, o Oeste e Vale do Tejo e a Península de Setúbal. A área total construída em Portugal aumentou 11,7% face ao trimestre homólogo, com aumentos mais acentuados no Alentejo e na Região Autónoma dos Açores. As regiões do Norte e do Centro concentraram mais de metade dos edifícios concluídos e dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar, sendo que o Norte liderou em ambos os indicadores.




