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REN. Estado teria de pagar mais 148 milhões de euros para chegar hoje aos 20%

Eco11 de setembro de 2026 às 11:45

A Parpública completou a compra de 13,7% da REN à Pontegadea Inversiones, a sociedade de investimento do fundador da Zara, Amancio Ortega, por 389,8 milhões de euros, o que equivale a 4,25 euros por ação. Este preço incorpora um prémio de 15% face à cotação média da REN nos últimos seis meses. O Governo português pretende agora aumentar a participação do Estado para até 20% na gestora de redes elétricas.

Caso a Parpública avançasse imediatamente para a compra de mais 6,3% na Bolsa de Lisboa, teria de pagar 147,8 milhões de euros, segundo cálculos baseados na cotação de 3,5050 euros por ação. Se o Estado enfrentar as mesmas condicionantes e tiver de pagar um prémio idêntico ao da primeira transação, o custo adicional seria de 179,2 milhões de euros, elevando o investimento total para 569,1 milhões de euros.

O Governo justifica o prémio pago com a limitada disponibilidade dos maiores acionistas da REN para venderem as suas posições, a reduzida liquidez e os direitos de governação considerados relevantes. A State Grid Corporation da China, maior acionista com 25%, já terá sido contactada mas não se mostrou dispos ta a vender. Além desta, existem outras participações de referência: a Fidelidade com 5,3%, a espanhola Redeia Corporación com 5% e a Corporación Masaveu com 5%.

O free float da REN ascende a 45,3%, podendo ser nesta parcela que o Estado encontrará as ações adicionais necessárias. Os principais acionistas institucionais incluem Vanguard Capital, Norges Bank e Blackrock, cada um com participações ligeiramente acima de 1%. A média dos preços-alvo de 10 analistas que acompanham o título situa-se nos 3,96 euros, o que representa um potencial de subida de 13,55% face à cotação atual.

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