Portugal é o país da União Europeia onde a taxa de emprego mais cresceu entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, a par de Malta, de acordo com os dados do Eurostat divulgados esta sexta-feira. A taxa de emprego em Portugal fixou-se em 80,7%, bem acima da média comunitária de 76,4%. No conjunto da UE, a taxa de emprego das pessoas dos 20 aos 64 anos atingiu os 76,4% no segundo trimestre, ligeiramente acima dos 76,3% do trimestre anterior.
Portugal e Malta registaram as maiores subidas em cadeia, com um crescimento de 0,6 pontos percentuais em ambos os países. Seguiram-se a Grécia, a Letónia e a Eslovénia, com aumentos de 0,5 e 0,4 pontos percentuais, respetivamente. Em sentido contrário, nove Estados-membros registaram descidas no emprego, com as maiores quedas na Áustria, na Lituânia e na Suécia, enquanto quatro países mantiveram o emprego estável.
O Eurostat revelou ainda que mais de três milhões de pessoas que estavam desempregadas no início do ano encontraram um novo posto de trabalho entre abril e junho. No total, 3,1 milhões de pessoas transitaram do desemprego para o emprego, o que representa 23,2% de todos os empregados do primeiro trimestre. Contudo, 3,2 milhões de pessoas saíram da força de trabalho, um número superior àqueles que conseguiram emprego.
Entre os indivíduos que estavam empregados no início de 2026, 96,5% (201,4 milhões) mantiveram-se nessa situação, enquanto 1,2% (2,5 milhões) passaram para o desemprego e 2,3% (4,8 milhões) abandonaram o mercado de trabalho. Já entre os que estavam fora da força de trabalho, 92,8% continuaram nessa situação, mas 3,9 milhões passaram a procurar emprego e 4,2 milhões começaram um novo desafio profissional.



