A Câmara de Coimbra identificou 112 novos imóveis degradados onde pretende iniciar procedimentos de reabilitação, depois de já ter notificado dezenas de proprietários. Segundo a presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, que falou durante a Assembleia Municipal, dez edifícios já se encontram em reconstrução na sequência dessas notificações. No total, o município notificou 67 proprietários adicionais aos 109 anteriormente identificados.
A autarquia tem privilegiado uma abordagem gradual e de colaboração com os proprietários, procurando que as intervenções sejam realizadas voluntariamente numa primeira fase. Vários proprietários avançaram com processos de reabilitação, existindo casos em fase final de licenciamento, imóveis com novos titulares a preparar intervenções e outros onde as obras já decorrem.
As obras coercivas continuam a ser utilizadas apenas em último recurso. Até agora, foi desencadeado um procedimento desta natureza no edifício da Rua da Fornalinha, que ruiu em dezembro de 2025. Nesse caso, a Câmara tomou posse administrativa do imóvel, realizou as intervenções necessárias e o edifício foi posteriormente adquirido pelo fundo Coimbra Viva, maioritariamente detido pelo município.
O levantamento municipal incide sobretudo sobre a Baixa e a Baixinha, abrangendo também a Avenida Emídio Navarro e a Praça da República. A Câmara indicou ainda estar em condições de avançar com a expropriação por utilidade pública de um edifício, a venda forçada de outro e a tomada de posse administrativa de dois imóveis. Além dos imóveis degradados, foram sinalizados 237 imóveis devolutos, correspondentes a edifícios sem utilização durante períodos prolongados.




