O Presidente Donald Trump está a impulsionar uma proposta para reformular profundamente os censos nacionais dos Estados Unidos, com o objetivo de apagar dados considerados sensíveis sobre raça, etnia, situação migratória e orientação sexual. A iniciativa levanta preocupações sobre o impacto que estas alterações poderão ter na recolha de informação demográfica do país.
A proposta do Executivo norte-americano visa essencialmente eliminar perguntas e categorias que permitem recolher dados sobre a composição racial e étnica da população, bem como informações sobre comunidades imigrantes e a comunidade LGBTQ+. Críticos alertam que estas mudanças representam uma alteração radical na forma como o governo federal recolhe e utiliza dados demográficos.
Especialistas e organizações da sociedade civil manifestam preocupação com as consequências desta reformulação. Há o receio de que milhões de pessoas possam deixar de ser corretamente contabilizadas nos censos, o que afetaria a distribuição de recursos federais, a representação política e a capacidade de identificar desigualdades sociais.
Os dados demográficos recolhidos nos censos são fundamentais para a elaboração de políticas públicas, alocação de fundos governamentais e cumprimento de obrigações legais relacionadas com direitos civis. A eliminação destas categorias de dados comprometeria a capacidade de monitorizar e responder a discriminação contra diversas comunidades nos Estados Unidos.



