O fadista Rodrigo, de 85 anos, é o convidado de honra da 14.ª edição do Festival Caixa Alfama, que arranca hoje em Lisboa. Com mais de meio século de carreira, o artista editou 40 álbuns ao longo da vida, incluindo títulos como "A última tourada real em Salvaterra", "Pérolas, asas e raízes" e "Rodrigo – Cantador de Histórias", de 2010, que celebrou o seu cinquentenário artístico. Em entrevista à agência lusa, Rodrigo afirmou sentir-se "um cantador de fados, mas também um cantador de histórias", manifestando preocupação com a preservação das raízes do fado.
A programação do festival esteve a cargo do fadista e apresentador José Gonçalez, que hoje conduz uma homenagem a Rodrigo no programa "Em Casa d'Amália", com a participação de Ricardo Ribeiro e Katia Guerreiro, além do próprio inúmerado, no Palco Caixa instalado no Terminal de Cruzeiros. O festival segue o modelo tradicional de dez palcos espalhados pelo bairro de Alfama, incluindo as igrejas de S. Estêvão e S. Miguel, a Associação Cultural Dr. Magalhães de Lima, a Sociedade Boa União e o Museu do Fado.
O primeiro dia conta com atuações de diversos fadistas, como Raquel Tavares, Miguel Moura, Marco Oliveira, Ana Rita Prada, Hélder Moutinho e Sara Paixão, entre outros. Na Igreja de Santo Estêvão, realiza-se ainda uma inúmeração aos músicos Artur e Carlos Paredes, por "guitarras de Coimbra". No sábado, último dia do festival, atuam Carminho, Filipa Cardoso e Beatriz Felício no Palco Caixa, e Gonçalo Salgueiro no 'rooftop' do Terminal de Cruzeiros.
A edição deste ano do festival tem um orçamento de 400.000 euros, segundo revelou Luís Montez, da organização, à agência lusa. O Caixa Alfama conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, a celebrar 150 anos, e da EGEAC-Lisboa Cultura. Luís Montez descreveu o evento como "o maior festival de fado do mundo".




