O Rali da Água vai avançar com um percurso totalmente reformulado após a Direção Geral de Trânsito de Madrid (DGT) ter mantido um parecer negativo que impossibilita a realização das classificativas previstas em território espanhol. A decisão foi conhecida a poucas horas do início da prova, obrigando as entidades envolvidas a reorganizarem praticamente toda a estrutura desportiva do evento.
As entidades afetadas pela decisão incluem o CAMI Motorsport, a Eurocidade Chaves-Verín, o município de Chaves e os municípios galegos de Verín, Oímbra, Monterrei e Vilardevós. A organização refere que as circunstâncias são "alheias às entidades envolvidas na prova" e que foram desenvolvidas diligências até ao último momento para reverter a situação, sem sucesso.
Perante a impossibilidade de realizar as provas especiais em Espanha, o CAMI Motorsport optou por não cancelar a prova e encontrou uma solução de emergência. O troço de Chaves, com 12,16 quilómetros, será percorrido três vezes na sexta-feira, e no sábado serão realizadas três passagens pelos troços Alto Tâmega e Termas Chaves. A saída simbólica mantém-se na Praça Maior de Verín, às 16h15 de sexta-feira.
A organização reconhece que a alteração representa uma "enorme contrariedade", considerando que o rali foi concebido desde a origem como um evento transfronteiriço. Ainda assim, as entidades garantem que vão continuar a trabalhar para reforçar a ligação entre Chaves e Verín. Com as alterações, a prova passa a contar com 99,90 quilómetros de troços cronometrados num percurso total de 296,06 quilómetros.




