Paulo cresceu a ver o pai, pescador, trabalhar com canas de bambu, cordas e penas de gaivota para fazer apetrechos de pesca. Depois da morte do pai, Paulo decidiu transformar as penas de gaivota numa forma de homenagem, criando peças que contam a história de uma família ligada ao mar. A atividade tornou-se numa tradição que passou de geração em geração.
O artigo decorre em Praia de Mira, uma localidade costeira portuguesa conhecida pela sua ligação à atividade piscatória. Paulo seguiu os passos do pai e aprendeu as técnicas tradicionais de trabalho com materiais naturais, mantendo viva uma arte que caracteriza esta comunidade piscatória. As penas de gaivota, recolhidas na zona costeira, são trabalhadas de forma artesanal para criar estes utensílios.
A homenagem de Paulo ao pai vai além de uma simples recordação, representando a preservação de um património cultural e de um modo de vida que está lentamente a desaparecer com a modernização da atividade piscatória. Através do seu trabalho, Paulo consegue manter viva a memória do pai e dar a conhecer às gerações mais novas a história e as tradições desta família de pescadores.




