Moradores da Ilha de Paquetá, bairro na região central do Rio de Janeiro, divulgaram um manifesto e acionaram o Ministério Público do Estado do Rio contra o bloco Boto Marinho. Os moradores pedem o cancelamento de um cortejo do grupo programado para acontecer na manhã de um sábado, argumentando que o evento representa risco à ordem pública.
Os organizadores do bloco, por sua vez, defendem que as críticas são motivadas por preconceito e intolerância à cultura popular. O conflito entre moradores e o bloco evidencia uma disputa sobre o uso do espaço público na ilha durante eventos culturais.
O Boto Marinho foi fundado em 2017 e realiza duas edições no verão, em dois domingos após o carnaval, além de uma edição de inverno no início de setembro. Os foliões partem da estação das barcas na Praça XV antes das 7h e se concentram na Praça Pinto Pedro Bruno, já em Paquetá.
Por volta das 9h, os participantes seguem em cortejo pela Praia da Moreninha. O MPRJ também informou que denunciou cinco envolvidos na morte de Cláudio Rafael por homicídio triplamente qualificado, em um caso separado.




