Setembro marca, para muitas famílias, o regresso às rotinas. Com o recomeço das aulas, dos horários, das atividades e de toda a logística familiar, regressam também as reuniões, os compromissos e a necessidade de conciliar estas obrigações com a vida profissional. Este período de transição revela-se particularmente desafiante para a organização quotidiana.
Nas empresas, homens e mulheres parecem regressar ao mesmo ponto: partilham os mesmos objetivos, os mesmos prazos, as mesmas reuniões e frequentemente desempenham funções com níveis de responsabilidade semelhantes. Aparentemente, existe uma igualdade visível nos organogramas e nas estruturas profissionais.
Contudo, a questão que se coloca é se ambos os géneros partem realmente das mesmas condições. O artigo sugere que a igualdade formal nas empresas não reflete necessariamente a realidade vivida por homens e mulheres no dia a dia, especialmente quando se trata de gerir a dupla responsabilidade profissional e familiar.
O título do artigo sintetiza esta disparidade: "Igualdade no organograma não significa igualdade na vida real", alertando para o facto de que a paridade nas estruturas organizacionais não garante condições equivalentes na prática quotidiana.



