A arquitetura de segurança e vigilância criada após os ataques de 11 de setembro de 2001 não foi desmontada nos anos seguintes, mas sim normalizada como parte das práticas governamentais. Segundo o artigo, a chamada "sede de vingança" nunca foi superada, levando à implementação permanente de medidas que deveriam ser temporárias.
O período pós-11 de setembro representou o fim da tolerância religiosa e do respeito pela diferença nos Estados Unidos e em outros países. Essas medidas deram lugar à aceitação da vigilância massiva e de práticas de guerra que se tornaram "instrumentos rotineiros da política de Estado".
Entre as consequências imediatas, verificou-se um aumento significativo dos crimes de ódio contra muçulmanos ou pessoas percebidas como tal. Este fenômeno refletiu o clima de medo e desconfiança que se instalou na sociedade.
Como resultado de longo prazo, surgiu o autoproclamado Estado Islâmico e houve um recrudescimento do populismo e do nacionalismo em diversas partes do mundo, alimentados pelo ciclo de violência e pelas políticas implementadas após os ataques.




