O Departamento de Estado dos EUA, liderado por Marco Rubio, elogiou a entrada do Estado português no capital da REN (Redes Energéticas Nacionais), empresa responsável pelo transporte de eletricidade e gás. Em agosto, o Estado comprou 14% da companhia por 380 milhões de euros, incluindo um prémio de 55 milhões, a uma sociedade de investimento detida pelo dono da Zara, Amancio Ortega. Washington acompanhou com atenção a entrada de empresas estatais chinesas no capital de empresas energéticas portuguesas como a REN e a EDP ao longo da última década.
O porta-voz do Departamento de Estado afirmou que "a segurança energética é segurança nacional" e que Portugal tem tomado passos importantes para reforçar a resiliência das suas infraestruturas críticas. O ministério referiu que a confiança é importante quando se trata de infraestruturas críticas, incluindo quem detém e controla os sistemas que mantêm ligadas a eletricidade e a economia.
O novo embaixador dos EUA em Portugal, John Arrigo, já tinha feito críticas às empresas chinesas durante a sua audição de nomeação no Senado em julho de 2025, questionando se seria correto que empresas chinesas fossem proprietárias de empresas de energia em Portugal.
Portugal era o único dos 27 Estados-membros da União Europeia que não detinha participação no operador nacional da rede de transporte. O Governo de Luís Montenegro defendeu a decisão como essencial para acelerar investimentos na rede elétrica para projetos de energia renovável. A ministra Maria da Graça Carvalho revelou que o executivo vinha a preparar a compra desde 2024 e que abordou o tema durante uma visita oficial à China em setembro de 2025, tendo garantizado que não tiveram problemas com o facto de um dos acionistas ser uma empresa pública chinesa.




