As pesquisas mais recentes da Quaest nos estados indicam que o Senado pode ter a maior eleição feminina de sua história em 2026. A análise foi realizada pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), com base nos dados do instituto. O levantamento aponta que 15 mulheres estão atualmente em situação de favoritismo na corrida por uma das duas cadeiras da Casa em disputa em cada estado, enquanto outras 14 possuem candidaturas competitivas, abrangendo nomes tanto da esquerda quanto da direita.
Caso pelo menos dez candidatas sejam eleitas ao Senado em outubro, o Brasil igualará o patamar do eleição de 2014, que registrou a maior proporcionalidade de mulheres alçadas à Casa, com 18,5% das cadeiras. Na ocasião, cinco dos 27 senadores eleitos eram mulheres.
A previsão de recorde ocorre em um contexto de disputa acirrada entre diversos candidatos. Na Bahia, o presidente do PL no estado foi ignorado pelo correligionário em uma lista de indicações ao Senado, enquanto no Ceará, os candidatos Elmano e Ciro tiveram um bate-boca durante um debate, com trocas de farpas entre "baixa o dedinho" e "vai ficar na sua cara".




