O Partido Popular (PP) espanhol não tem razões para diminuir a sua ofensiva política contra o Governo de Pedro Sánchez pela crise de Ceuta. Os populares continuam firmes na sua estratégia após a publicação pelo Executivo de uma série de documentos até agora secretos sobre o que aconteceu antes e depois da avalanche migratória na cidade autónoma no final de julho.
Os documentos revelados pelo Governo vieram confirmar a posição do PP nesta batalha política. Os partidos de oposição consideram que os avisos do CNI (Centro Nacional de Inteligência) não foram atendidos adequadamente, o que agravou a situação durante a crise migratória.
O porta-voz do Comité de Direção do PP, Borja Sémper, manifestou o "estupor" do partido perante o que considera um "vexame" causado pelo Executivo. Sémper criticou duramente o facto de o Governo estar a "semejar" desconfiança sobre o CNI, o serviço de inteligência espanhol.
Em declarações à Radio Nacional, o dirigente donostiarra destacou que a cobertura da imprensa internacional naquela quinta-feira reflectia o que ele descreveu como um "vexame" e uma desconfiança sobre o serviço de informação espanhol, que considerou ser provocado e projectado pelo próprio Governo. O PP argumenta que a gestão da crise por parte do Executivo prejudicou a imagem internacional de Espanha.




