O imposto dos pobres.Foto de kristi611 no Pexels
NegóciosMadeira

O imposto dos pobres.

Madeira Opina11 de setembro de 2026 às 03:31

O artigo alerta para a degradação social causada pela proliferação dos jogos de azar em Portugal, designando-os como "o imposto dos pobres". O texto identifica a raspadilha como um dos maiores flagelos que afeta a franja mais sensível e frágil da sociedade portuguesa, nomeadamente os pobres que sonham deixar de o ser.

De acordo com o artigo, Portugal lidera os gastos per capita na Europa nesta modalidade de jogo, transformando o que deveria ser entretenimento num sério desafio de saúde pública. O país permite jogo em praticamente todos os estabelecimentos comerciais, e embora seja teoricamente proibida a venda a menores de 18 anos, o autor considera que esta proibição não é efetivamente cumprida.

O autor critica ainda a justiça portuguesa, argumentando que esta é célere a perseguir quem trabalha legalmente, mas fecha os olhos a quem enriquece à custa do vício e do desespero alheio. Defende que, se os jogos devem existir, devem funcionar com regras rigorosas, em casas especializadas, fiscalizadas e controladas.

O artigo conclui que a promoção desenfreada dos jogos de sorte e azar retira o incentivo ao trabalho sério, honesto e justamente remunerado, considerando que sem valorizar esta via legítima de prosperidade, o país não conseguirá superar os efeitos da miséria.

Notícias relacionadas

Negócios

Atrás de anunciantes para a Copa do Brasil, CBF quer fugir de marcas desconhecidas e de 'overdose' de bets

A CBF abriu mão de uma agência intermediária para assumir diretamente a captação de anunciantes para a Copa do Brasil e definiu suas prioridades comerciais, sendo a principal delas diversificar as marcas sem repetir a mesma área de atuação e limitar a apenas uma casa de apostas esportivas como anunciante, buscando evitar a "overdose" de bets que domina o cenário esportivo nacional atualmente.

oglobo11/09/26, 04:01
Negócios

Apostas eleitorais em plataformas de mercado preditivo já têm efeito no câmbio e na Bolsa no Brasil; entenda

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira em alta, com o dólar caindo para R$5,10 e o Ibovespa avançando 1,42%, aos 188.269 pontos, em contraste com o dia negativo no exterior. Analistas apontam que pesquisas eleitorais mostrando acirramento entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno contribuíram para a leitura positiva dos investidores. A alta do petróleo a US$107 o barril também beneficiou o Brasil como exportador de óleo cru, valorizando as ações de petroleiras nacionais, especialmente a Petrobras. O mercado brasileiro voltou a atrair investidores externos, com análises recomendando "comprar Brasil" e aumento significativo no saldo de investimentos estrangeiros na Bolsa no último mês.

oglobo11/09/26, 04:00
Negócios

X-files Madeira: quem és tu Catarina?

O artigo questiona o silêncio em torno de uma comentadora financeira madeirense que allegedly terá causado prejuízos significativos a investidores que seguiram as suas orientações de investimento, existindo um inquérito do Ministério Público em curso. O autor analisou os relatórios corporativos da sociedade alegadamente associada ao caso, encontrando várias incidências judiciais, incluindo uma execução superior a 30 mil euros e uma ação cível superior a 1,7 milhões de euros, envolvendo intervenientes do setor financeiro. O artigo levanta questões sobre a falta de investigação aprofundada da estrutura societária, as ligações aos "meninos da banca" e a ausência de due diligence por parte de uma gestora de fundos que nomeou a comentadora para o seu conselho executivo, criticando o "amadorismo institucional" que permitiu que o caso se transformasse de "bomba em fogacho e em silêncio".

Madeira Opina11/09/26, 03:27
Negócios

Vinhas como Estrategia Eficaz na Prevenção de Incêndios Florestais

Um projeto europeu chamado FIRE WINE na Península Ibérica está a transformar a viticultura numa ferramenta de prevenção de incêndios florestais, promovendo a gestão coletiva de terras agrícolas e florestais entre viticultores e associações locais. A iniciativa integra vinhas em estratégias paisagísticas mais amplas, usando-as como quebra-ventos e áreas de amortecimento junto a zonas florestais. Exemplos incluem parcerias em Valdeorras, na Galiza, e Pla de Bages, na Catalunha, onde produtores se unem para cobrir áreas extensas com medidas de gestão coordenadas. O projeto também inclui seminários pós-incêndio para partilhar conhecimento e restabelecer a confiança nas comunidades rurais, além de iniciativas de turismo e preservação patrimonial, como o renascimento da viticultura em Oller del Mas, mostrando que a vinha pode contribuir para a conservação e revitalização das paisagens rurais.

Notícias Portugal11/09/26, 02:58