Rosa Valente, de 66 anos, trabalhava como cozinheira na restauração e em instituições de apoio a idosos quando, aos 52 anos, uma operação ao coração interrompeu a sua carreira. Após sete meses de baixa médica, ficou sem trabalho e não conseguiu regressar ao mercado de trabalho. "Não me deram mais trabalho", afirmou ao jornal O MIRANTE.
Sem conseguir novas oportunidades de emprego na área da cozinha, Rosa procurou uma alternativa e descobriu que uma loja dedicada a Arraiolos e lãs, situada na Rua Carvalho Araújo em Ourém, estava prestes a encerrar. Decidiu assumir o espaço e, à data da reportagem publicada em março, já explorava o estabelecimento há cerca de onze anos.
Embora a costura fizesse parte da sua vida desde jovem na aldeia onde vivia, tendo aprendido a costurar e produzido roupas para outras pessoas, Rosa nunca tinha trabalhado formalmente nessa área. No negócio, além de comercializar artigos como lãs, materiais de costura, pijamas e artigos para bebé, produzia peças próprias para venda e aceitava pequenos arranjos.
A atividade não gerava grandes lucros, mas Rosa explicava que "a loja paga-se a ela própria", conseguindo cobrir as próprias despesas. Aos 66 anos, continuava a gerir o estabelecimento enquanto aguardava pela idade da reforma, sem que a reportagem indicasse qualquer reforma já atribuída.




