O Coliseu do Porto poderá receber um novo reforço de financiamento europeu para ampliar as obras de reabilitação que estão a decorrer no edifício. O NORTE 2030 já atribuiu 2,6 milhões de euros à intervenção, mas os trabalhos têm revelado novas necessidades e o Governo, a Câmara do Porto e a CCDR NORTE admitem aumentar o investimento. A possibilidade foi assumida durante uma visita às obras na quarta-feira, com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, acompanhado pelo presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e pelo presidente do Coliseu, Miguel Guedes.
A atual intervenção representa um investimento de 3,08 milhões de euros, com uma comparticipação de 2,45 milhões através do FEDER. O financiamento europeu inclui ainda 149 mil euros para o reequipamento do Coliseu, num investimento de cerca de 175 mil euros. Manuel Castro Almeida considerou que o orçamento disponível é "de facto muito curto" para a dimensão da intervenção e revelou existir vontade conjunta de aumentar a sua ambição, existindo entendimento com a Câmara do Porto para procurar reforçar o financiamento da obra.
Os trabalhos, iniciados em julho de 2025, estão a revelar problemas e necessidades que não estavam inicialmente identificados. Miguel Guedes explicou que, nos mais de 80 anos de existência do edifício, nunca tinha sido feito um mapeamento integral do Coliseu, resultando em que "cada dia era uma surpresa". A obra inclui a reabilitação da fachada, instalação de elevadores, intervenções na iluminação e climatização e a criação do Museu do Coliseu, mantendo-se a programação cultural durante os trabalhos.
O Coliseu está classificado como Monumento de Interesse Público desde 2012 e continua a ser um dos principais equipamentos culturais do Norte. Álvaro Santos considerou que o Coliseu é um equipamento "incontornável do Porto e do Norte" e merece uma intervenção à altura da sua história e importância. A conclusão da intervenção está prevista para 2027.




