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Candidatos à privatização da TAP destacam oportunidade da nova ronda de negociações entre as partes

NewsAvia9 de setembro de 2026 às 18:32

O Governo português anunciou na sexta-feira que vai iniciar uma fase final de negociações com a Air France-KLM e a Lufthansa, os dois concorrentes que apresentaram propostas vinculativas para a compra de até 44,9% do capital da TAP. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que as duas ofertas têm uma avaliação global muito próxima, pelo que o executivo decidiu avançar com uma ronda adicional antes de selecionar um único concorrente.

A Air France-KLM afirmou, em resposta escrita à agência 'Lusa', que a participação nesta fase reflete o seu firme e inalterado interesse na TAP, considerando a ronda adicional uma oportunidade para reforçar o seu projeto e demonstrar por que razão o seu plano industrial é o mais adequado para assegurar o crescimento a longo prazo da companhia aérea e da economia nacional. O grupo franco-neerlandês manifestou-se confiante na capacidade para cumprir o calendário de três semanas estabelecido, embora tenha recusado comentar detalhes relativos aos termos financeiros da oferta, que considerou estritamente confidenciais.

O Grupo Lufthansa também reagiu de forma positiva, afirmando que valoriza a decisão do Governo português de aprofundar as negociações em torno da proposta apresentada no final de julho. O grupo alemão adiantou que o seu objetivo continua a ser estabelecer uma parceria de longo prazo com a TAP e com Portugal, esperando prosseguir o processo de forma construtiva nas próximas semanas. Tal como a Air France-KLM, a Lufthansa não esclareceu se está disponível para melhorar o valor oferecido pela participação na companhia aérea.

O processo de privatização prevê a venda de até 49,9% do capital da TAP, estando 5% reservados aos trabalhadores. A parcela que não venha a ser subscrita pelos trabalhadores poderá ser adquirida pelo investidor selecionado ao abrigo de um direito de preferência. As duas propostas vinculativas foram entregues em 29 de julho. A decisão final sobre o investidor terá ainda de ser aprovada em Conselho de Ministros e ficará sujeita à autorização das autoridades europeias da concorrência.

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